10 de jul. de 2022

Mudei

Mudei...
Mudei tantas vezes
Que nem sei contar
Contar como foi, como é
Mudei por força das circunstâncias
De tantas instâncias, distâncias que percorri
As vezes mudei por força do hábito
Sem forçar um plumo se quer
Mudei sem me dar conta
E sem contar as pontas
Mantendo o equilíbrio
Do vicio de viver e amar desmedidamente
Sem mentir à si mesmo e ao outro
Mas omitindo sim quando necessário se fez
A perfeição é uma utopia de quem estaciona e se julga vencedor perene
Mas a transformação chega e te tira do seu posto tão violentamente que nem se da conta
Se antes andei com pressa em busca do glaal
Hoje caminho e aproveito a paisagem do caminho
Não sou rei nem plebeu. Apenas eu!!!
Mudei...

11 de jun. de 2022

Anjos

Meu Pai me ensinou a como ver os anjos
E eu vou ensinar a você também
Eles estão sempre à disposição quando você precisar deles
Mais também são solícitos para compartilhar momentos alegres
Estão pelo céu disfarçados em formatos de nuvens
São o fogo fátuo e discreto que passa despercebido
A fúria do mar incontido contido dentro de um espaço geográfico
Ou a porção de terra que serve de abrigo ao náufrago
É a sombra da árvore que lhe dá o fruto
O animal silvestre que alimenta o faminto
Ou o doméstico que lhe faz companhia
Eles estão visíveis dentro de seu alcance
Mais a cegueira de seus olhos não lhe permitem ver
Tanta graça e tanta singelidade contidas em um ente só

11 de mai. de 2022

O visitante

Escrever é uma mistura de sentimentos a esmo
E mesmo assim insisto nessa aventura contínua
Lá fora o Medo ficou trancado e vira e mexe bate à porta
Resolvo deixar ele entrar e tomar um café comigo
Nestes momentos tem um gosto amargo mais necessário
Batemos um papo e conversamos sobre coisas triviais
As vezes o medo te recolhe, te faz reflexivo
Mais uma hora ele vai embora, pois não mora aqui
É apenas visita, mais daquelas chatas
A gente, educado, as recebe e trata com educação
Os meus sentimentos, coloquei-os na estante
No mesmo instante em que a visita chegou
Não é aconselhável ficarem a mostra
O Medo tirou o celular do bolso
Mostrou uma foto que fez minha há tempos atrás
Fiquei espantado com minha própria cara de espanto
Ele riu muito alto (não me contive, ri também)
É engraçado como situações passadas hoje parecem tão bobas
O Medo me fitou nos olhos:
__Você ainda tem esse sentimento por mim?
__Não mais, o tempo o desgastou
__Que pena, éramos uma dupla tão boa
__Pois é, mais o tempo passou para nós dois
__Vou ter que procurar alguém mais jovem então. Mais na hora derradeira ainda volto para lhe perturbar
__Pois vai perder seu tempo, pois nem disso mais tenho paura
__Você se tornou uma pessoa velha e chata
Rimos muito e em alto som
__Bom já deu a minha hora, preciso ir
__Ainda é cedo, tome mais um café
__Não posso, muita gente me espera lá fora
Nos levantamos, abri a porta e ele se foi. E com ele tantos sentimentos, tantos dramas. Mais a casa ficou mais leve, mais arejada sem sua presença.
Abri todas as janelas, deixei o ar, o sol, a vida em fim entrar

13 de abr. de 2022

Boemia com Escrita

Eu quero
Um canto
Para escrever
Quem sabe te canto depois
E te mato de encanto!!!
The Smith tocando ritmado aos meus ouvidos...
Eu quero tinta na caneta
Papel e cerveja gelada
E que os olhos, o ser veja
A mais bela figura adentrar pela porta do bar Você...

23 de mar. de 2022

Atino

Eu vivo o Tempo de meu Pai
Nele não existe relógio
A fluidez e equilíbrio imperam
Nem por isso deixo de viver meus sonhos
Ou fazer meus projetos
Se eles seguem, assim devem ser
Pois a mente una se une com que lhe der acesso
Transformando-a em uma confluência única
Eu vi pessoas, convivi com pessoas
Algumas passaram...
Outras não!!!
Eu vi o pôr do sol incontáveis vezes no oriente
Assim como o nascer no ocidente
Sem acidente nenhum
Eu vi a guerra passar por mim, sai ileso
Eu vi a praga acenar do outro lado da rua, retribui
Ela seguiu seu caminho, eu o meu
Na noite escura o carrasco estava aposto
Eu invisível e infalível sempre
De sorte que não conto mais os números
Eu conto é com meu Pai
Assim te conto sempre histórias novas
A novidade de hoje é o velho de ontem
Ele tem longas barbas alvas, um cabelo comprido imenso
Pode ser negro, ter os olhos puxado, e ser amarelo ou vermelho
Tanto faz, sua mente é que vai fazer esse juízo
Sem prejuízo de nada
Afinal...
A estrada não tem fim...
Mesmo depois daquela porta ali...

6 de mar. de 2022

Alquimia do Corpo

Tem o corpo fechado!!!
Quem não ataca seu semelhante
Aquele que tem a Fé plena e inabalável
Caminha pela noite como se fosse dia
Tem na Natureza, sua própria Mãe
E na Mente Una, seu próprio Pai
Honra-os como diz o mandamento...
E andas sem intento, nem avarento ou perdulário
Tem consciência que o erário a Nero pertence
E não faz caso disso, pois o acaso para ele não existe
Ele criou seu mapa, mas tem consciência
Que os caminhos foram engendrados
E fica feliz e grato por isso
Não fica omisso, mas sabe guardar o silêncio quando é preciso
Sabe que atrás de um contratempo, há sempre um tempo ganho
Pois se tenta ir pela esquerda, mais o poder lhe manda pela direita
Respeita essa decisão e segue sempre em frente
Pois sabe que uma melhor decisão foi tomada pelo Pai
Por um bem maior que descortina, mais ainda não está visível
As vezes a estrada é nebulosa,
Mas quando se tem certeza que o Sol está ali, logo após a montanha
A viagem fica bem mais prazerosa e amena...

6 de fev. de 2022

Equilíbrio

A Alquimia é o equilíbrio das coisas
É um estado harmonioso e perene
A serena mente vagueia dentro de si
Não a esmo, não perdida
Mais focada e com definição
O exterior continua sempre
As vezes avassalador
As vezes ritmado
As vezes lento
O Alquimista entende todas estas fases
E não interfere nelas
Se é viável e possível a sua participação
Se faz presente!!!
Caso contrário age apenas como observador...
Ninguém é estupido o suficiente
Para querer parar um trem desgovernado
Com as próprias mãos estando pelo lado de fora dele
Já o contrário é, estando-se dentro dele
Busca-se um sistema de freios
Ou na pior das hipóteses
Pulas se fora dele, mesmo em movimento
Observe que aqui tudo é uma questão de Observação e Escolha
O que difere muitas vezes é o tempo que temos para tomar tais decisões
Se for algo que tenha que ser de imediato
Devemos contar com o instinto e bom senso
E com aquilo que chamamos de intuição
É um sopro que muitas vezes parece-nos vir de fora
E quando não atendemos este chamado,
Na maioria das vezes o resultado não é bom
Dê você o nome que quiser a esta Voz maior
Pois ela está dentro de cada um de nós
E guia nos pela mão nos momentos mais cruciais