O pacto???
Ele existe de fato???
Certa vez encontrei ele no sertão de minas
As margens do Velho Chico
Vinha a cavalo, aparentava uns 90 anos e mal se aguentava montado...
Arre homem, e era o tinhoso???
Oxi mano veio e lá eu me misturo com essas porcarias
E quem havia de ser???
Era ele... O Iluminado... O Malakh!!!
Tem certeza???
E como...
Arre que o ser humano arde que só existe pacto com o mal. Que há de se forjar nele e tudo poder
Eu dei di cara com ele no silêncio da noite
Ele me acenou com a cabeça
Eu respondi com o mesmo gesto
E num teve prosa???
Nenhuma...
E como havia tu de saber se era bem o mal
Por que nos arrazoados da vida tu vai tendo uns tinos. Senti forte arrepio, depois uma coragem sem razão de ser, e por último uma paz imensa e me pus a rir igual criança
Mais e a certeza do pacto firmado???
Vai logo a despois, pois no longo do caminho ainda no breu da noite dei de cara com o mata sete. Que assim foi alcunhado por matar sete cabras de uma vez em uma encruzilhada lá pelas bandas da Bahia. Dizem que gritou forte e alto o nome do tinhoso. Sacou a arma e executou as almas em segundos. Mais o maior feito foi matar sete com um 38 que só cabia seis munições. Uns dizem que a derradeira bala foi lhe dada pelo enganador, outros que ele matou os últimos dois com um só tiro
E tu teve medo???
Então que se deu... Quando apontei o bando rocei na sela a espingarda e lá ela não estava... Procurei no coldre a arma e como magia lá também não estava, o facão na cintura muito menos. Aí me vesti de coragem, acelerei o cavalo num trote razoável e passei encarando os ditos todos do bando nos olhos. Passei pela tropa inteira ileso... Ou naquele momento invisível estava. Ou os ruins tavam na preguiça de matar, ou ainda podi de ser que viram em mim a marca!!!
Que marca homem???
Aff, do pacto mano veio, do pacto